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ILHABELA SAILING WEEK HOMENAGEIA PRIMEIRO BARCO DO PAÍS A VENCER A BUENOS AIRES-RIO

Glamour na década de 50

Glamour na década de 50

São Paulo (SP) – Atenta à importância dos barcos que marcaram história na vela oceânica mundial, a organização da Ilhabela Sailing Week 2015, de 3 a 11 de julho no Yacht Club de Ilhabela, homenageará neste ano o veleiro catarinense Cairu II, primeira embarcação brasileira a conquistar um título internacional, ao vencer terceira edição da Regata Buenos Aires – Rio em 1953. A ação tem sido frequente nos últimos anos. Em 2014, a homenagem foi destinada ao Pen Duick II, barco que levou o navegador francês Éric Tabarly à vitória na Ostar em 1964, velejada em solitário entre Plymouth (ING) e Newport (EUA).

A história do Cairu II começa muito antes de sua construção em 1949. Com o fim da Segunda Guerra Mundial, mesmo na América do Sul, distante do palco central dos conflitos, a integração entre os povos se fazia necessária. Assim, um grupo de velejadores, personagens relevantes da sociedade brasileira, juntou-se aos representantes da vela argentina e idealizaram a Regata Buenos Aires – Rio de Janeiro. A primeira edição foi disputada em 1947. Ainda hoje, o percurso é um dos mais longos em regatas costeiras, com 1.200 milhas náuticas e largadas a cada três anos.

Apesar do espírito de confraternização, a derrota para os argentinos na primeira edição, por apenas um minuto, acelerou a execução do projeto de um veleiro oceânico competitivo, identificado pelo escritório americano Sparkman & Stephens, como “Class Brazil”. Com as dificuldades do pós-guerra, enfrentadas principalmente no hemisfério norte, os veleiros vieram a ser fabricados no estaleiro do Arataca, localizado abaixo da ponte Hercílio Luz, em Florianópolis (SC). O Cairu II foi encomendado por Leopoldo Geier, seu primeiro comandante, e construído sob orientações de Preben Schimdt, avô dos velejadores Torben e Lars Grael.

Nascido para vencer – “Os Classe Brasil foram construídos com um único objetivo, vencer a regata Buenos Aires – Rio”, afirma o atual proprietário do Cairu II, o engenheiro civil Eduardo Hamond Regua. Em 1950, segunda edição da regata, o Brasil sofreu nova derrota. Porém, em 1953 com o projeto concluído, os Classe Brasil finalmente partiram para o desafio. “O genuíno catarinense Cairu II, lavou a honra dos brasileiros vencendo a prova e se tornando um dos veleiros mais famosos do Brasil”, conta o comandante Eduardo.

“É um orgulho ser proprietário de um barco que carrega tanta historia e receberá uma homenagem em evento tão importante. Gostaria de estender a honra a todos que contribuem para que os veleiros clássicos ressurjam. Permitindo, assim, que suas histórias sejam mantidas. Os esforços solitários, a ABVO que abraçou a classe e o Yacht Club de Ilhabela também merecem a homenagem”, considera o comandante do Cairu II, que na língua tupi significa árvore de folhas escuras.

Além dos prêmios que recebeu pela histórica vitória de 1953, o barco ainda foi homenageado pelos presidentes do Brasil e da Argentina, Getúlio Vargas e Juan Peron, respectivamente e ganhou destaque nas mídias nacional e estrangeira. “A Ilhabela Sailing Week é o maior evento de vela no Brasil, motiva a disputa entre os melhores velejadores, sendo assim, um evento de pura emoção. É um privilégio competir em um paraíso como Ilhabela”, finaliza Eduardo que estará a bordo do também catarinense Viva Extraordinário, enquanto o Cairu II passa por merecida reforma em Florianópolis.

Proa da embarcação

Proa da embarcação

O barco – O Cairu II é um Classe Brasil de 40 pés, projetado pelo escritório norte-americano Sparkman & Stephens e construído no estaleiro Arataca, de Florianópolis (SC), a partir de 1949. O casco é de madeira e o peso da embarcação é de 10 toneladas, medindo 12,80m de comprimento (linha d’água de 8,42m), com boca de 3,06m. Possui calado de 1,80m; área vélica de 64,10m² e motorização Gray Marine de 25hp.

Primeira etapa de descontos acaba nesta segunda (15/6) – As tripulações interessadas em participar da 42ª Ilhabela Sailing Week podem aproveitar o primeiro período com descontos, prorrogado até a próxima segunda-feira, dia 15, e antecipar a inscrição de seus barcos pelo site: http://www.ilhabelasw.com.br/2015/. As regatas serão disputadas de 3 a 11 de julho, com sede no Yacht Club de Ilhabela. As inscrições seguirão até 1º de julho, porém, sem os benefícios oferecidos no primeiro prazo de descontos.

Estão convidadas as classes: ORC, IRC, BRA-RGS, RGS Cruiser, S40, Star, HPE 25, C30, Mini e Clássicos, além do retorno da Bico de Proa e da estreia da HPE 30. A primeira regata da Ilhabela Sailing Week será a Alcatrazes por Boreste Marinha do Brasil, a mais longa do campeonato, com 60 milhas (110 km), em homenagem aos 150 anos da Batalha do Riachuela. As largadas em todos os dias estão previstas para meio-dia.

Campeões da 41a. edição:

S40 – Pajero (Sérgio Rocha)
C30 – Zeus (Inacio Vandresen)
HPE – Ginga (Breno Chvaicer)
ORC A – Seu Tatá (Paulo Cesar Haddad)
ORC B – Lucky V (Ralph de Vasconcellos Rosa)
ORC C – Bravísismo 4 (Ian Muniz)
ORC Geral – Seu Tatá (Paulo Cesar Haddad)
IRC – Rudá (Guilherme Hernandes)
RGS A – Montecristo (Julio Cechetto)
RGS B – Total Balance (Sérgio Klepacz)
RGS C – Azulão (Marcelo Polonio)
RGS Cruiser – BL3 (Clauberto Andrade)
RGS Geral – Azulão (Marcelo Polonio)
Por equipes – Escola Naval (Bijupirá/Breklé/Dourado/Quiricomba)
Sul-Americano de Star – Lars Grael/Samuel Gonçalves
Sul-Americano de ORC 500 – Seu Tatá (Paulo César Haddad)
Sul-Americano de ORC 600 – Orson (Carlos Eduardo Souza e Silva)

A 42a. Ilhabela Sailing Week tem organização do Yacht Club de Ilhabela e patrocínio de Mitsubishi Motors. Os apoios são de North Sails, Prefeitura Municipal de Ilhabela, CBVela, Marinha do Brasil, Yacht Club Argentino e Full Time.

Site e fan page estão no ar – A 42a. edição da Ilhabela Sailing Week já tem site e fan page no ar.

Para conferir as novidades acesse:
site oficial : ilhabelasw.com.br
Fanpage no Facebook: ilhabelasw

Ary Pereira Jr. – MTb 23297 / ary@zdl.com.br
Tel: 11 32855911 / Vivo Fone: (11) 9 9275-7044

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Acatmar realiza reunião com associados em Itajaí | Acatmar

diretoria

ACATMAR em Itajaí

Aproveitando a passagem da regata Volvo Ocean Race por Santa Catarina, a Acatmar (Associação Náutica Catarinense para o Brasil) realizou nesta terça, 14, a reunião mensal com os associados, no Centro de Eventos de Itajaí. Participaram cerca de 60 pessoas, entre associados e autoridades.

Um dos destaques da reunião foi a entrega de um documento da prefeitura de Florianópolis para proprietários de marinas e trapiches que aderiram ao projeto Marina Legal. Com esse documento, a prefeitura declara que os estabelecimentos estão de acordo com as normas da municipalidade.

Ainda durante a reunião, foi lançado o projeto Marina Legal II e Estaleiro Legal – uma forma de dar uma nova oportunidade a proprietários de estruturas náuticas a buscarem toda a legalização necessária. “Agora já temos o caminho pronto e sabemos os procedimentos necessários para dar mais agilidade aos trâmites”, afirma o engenheiro Alex Juk.

A diretoria da entidade também apresentou as ações recentes, realizadas entre março e abril, como o apoio à feira Fimar – Feira Internacional de Tecnologia, Inovação e Design do Mar Itália-Brasil, bem como o apoio à Regata de Canoas à Vela de São José e à 2ª Volta a Ilha do Francês. Outra atividade mencionada foi a participação no Cruise Shipping, em Miami (EUA). A convite do Sebrae, representantes da Acatmar realizaram importantes reuniões com empresários do segmento de cruzeiros e estreitaram relações com a Apex Brasil.

Associados

O número de Associados da entidade chegou a 297. Os mais recentes são Manacá do Brasil (São Francisco do Sul), James Motta Corretora de Seguros (Florianópolis), Resgate Náutico (Florianópolis) e Jet Traction (Florianópolis). No espaço do associado, a Racon Consórcios mostrou os produtos voltados à náutica que oferece.

Polo Náutico

O Sebrae SC, parceiro da Acatmar desde 2011, apresentou as novidades para 2015, com um projeto de desenvolvimento do turismo náutico, complementando o já existente que contempla a industria do setor. Neste ano, o projeto terá também ações voltadas às marinas e às escunas, além do mergulho que já vem sendo trabalhado há um ano.

Seminário
A reunião também teve espaço para falar sobre o 1º Seminário Nacional de Licenciadores de Estruturas de Apoio Náutico, que será realizado de 8 a 11 de junho, em Florianópolis. O propósito do encontro é reunir técnicos e autoridades de órgão ambientais de todo o Brasil para discutir as diferentes visões da legislação ambiental existente nos municípios, estados e país. “Esse é o primeiro passo para discutirmos e tentarmos simplificar a legislação, de forma que as estruturas náuticas tenham um regramento simplificado”, afirma o presidente da Acatmar, Leandro ‘Mané’ Ferrari.

Fonte: Acatmar.

Onde fica cada atração dentro da Vila da Regata em Itajaí – O Sol Diário

Onde fica cada atração dentro da Vila da Regata em Itajaí – O Sol Diário.

Veja a programação de shows da Volvo Ocean Race em Itajaí | Programe-se

Veja a programação de shows da Volvo Ocean Race em Itajaí | Programe-se.

Volvo Ocean Race – Entrevista com Bochecha no meio do oceano….

André Fonseca

André Fonseca

 

Florianópolis sedia 3ª edição do mundial da classe Soto 40 em abril

A flotilha mundial de Soto 40 estará em Florianópolis

A flotilha mundial de Soto 40 estará em Florianópolis

A praia do Jurerê, em Florianópolis, será o palco da 3ª edição do Mundial de Vela da classe Soto 40, que acontecerá em 10 regatas entre os dias 7 e 16 de abril.

A categoria é conhecida pelos modernos barcos onedesign, que foram desenhados pelo projetista argentino Javier Soto Acebal. O mundial teve sua primeira edição em 2013, no Chile, e foi vencido pelo chileno Pisco Sour. No ano passado, a competição foi sediada em Valencia, Espanha, e teve como vencedor o inglês Nguemi.

O brasileiro Torben Grael, bicampeão olímpico, deverá ser um dos nomes badalados do esporte que marcarão presença no evento, assim como o veleiro Pajero, atual campeão brasileiro da categoria. Entre os estrangeiros, o campeão da primeira edição do Mundial, Pisco Sur, e o vencedor do VTR Oceánico Championship, Nuevo Mastra Santander, estão confirmados.

O conceito de onedesign preza pela igualdade de todos os veleiros, tanto em tamanho, como em peso e área das velas. Com isso, a competição acaba sendo decidida por aspectos e capacidades de cada atleta.

Confira o calendário da competição:

7 a 11/4 – Registro e vistoria

11/4 – Treino livre e briefing

12/4 – Primeira e segunda regatas

13/4 – Terceira e quarta regatas

14/4 – Quinta e sexta regatas

15/4- Sétima e oitava regatas

16/4 – Nona e décima regatas

16/4 – Premiação

Fonte: Gazeta Esportiva

Nomes das localidades da costa de Governador Celso Ramos

Sempre surgem dúvidas a respeito das localidades próximas ao Tinguá ou da Baia dos Golfinhos. Este mapa turístico é o que melhor representa os nomes mais utilizados para estas localidades.

Mapa Turístico de Gov Celso Ramos

Mapa Turístico de Gov Celso Ramos

Lanchas Carbrasmar – Um pouco de história

 

SimoniEra o início dos anos 60: Num apartamento da Rua Nascimento e Silva, um grupo de rapazes e moças cariocas criavam a Bossa Nova. Nas ruas, Camaros, Cadillacs e Buicks, com seus rabos de peixe e buzinas de vários tons, começavam a sofrer a concorrência de um tosco carrinho de duas cores, feito no Brasil e chamado Simca Chambord. O Botafogo tinha um timaço e a seleção brasileira começava sua jornada rumo ao bi-campeonato. Nas TVs à válvula e em preto-e-branco, o Vigilante Rodoviário era o ídolo da garotada e Mike Nelson tornava-se sinônimo de mergulhador. Na Tv Tupi, os cariocas assistiam aos desfiles de Miss Brasil torcendo para sua candidata, enquanto os bikinis surgiam timidamente nas praias de Ipanema, tirando o sono dos papais e das mamães das mocinhas. Nos ringues, Eder Jofre sagrava-se campeão mundial de boxe Peso Galo.

E no mar, as lanchas Crabrasmar navegavam…

A Carbrasmar foi fundada em 1956. Da prancheta de seu principal engenheiro, um alemão de nome Joachim Kürsters, magníficas lanchas tomavam corpo, tendo como principais características a beleza, a ergonometria e a navegabilidade. Ainda hoje lendário, diz-se que utilizava apenas três tipos de curvas para realizar seus desenhos.

Mas foram nos anos 60 que elas tiveram seu apogeu.

Eram estrelas nas competições de peixes de bico. Nas páginas de “O Cruzeiro” e “Manchete” eram figurinhas fáceis, com vários artistas e famosos sendo fotografados a bordo de várias. Eram objetos de desejo e figuraram em vários filmes brasileiros da época, sempre  sinônimos de glamour e elegância

O estaleiro produzia suas embarcações em seu galpão junto ao Mercado São Sebastião, na Av. Brasil. Lá, eram fabricadas de maneira quase artesanal, com profissionais treinados no próprio estaleiro e que mais tarde tornaram-se referência em seu ramo de trabalho. Além de produzir barcos históricos, A Carbrasmar produziu também uma rara mão de obra de altíssima qualidade.

Os cascos lá produzidos eram, em sua maioria, de dois tipos: Laminado ou Trincado. O último é o mais famoso deles, e o que em maior quantidade chegou até nós. Eram feitos com um esmero que hoje não existe mais e quando uma lancha saía do estaleiro, era quase uma peça única.

Apenas madeiras nobres e bem secas eram utilizadas: Vinhático (importado da Ilha da Madeira) para a estrutura, cabine e tabuado acima da linha dágua, e peroba do campo para quilha e tabuado abaixo da linha dágua. Eram utilizados parafusos de latão e rebites de cobre, pois o inox era raro e caríssimo. Nas laminadas, mogno e cedro eram as escolhidas.

Foram fabricadas em diversos tipos e tamanhos.  As mais famosas eram as Xareu, até 22 pés e sem cabine, uma lancha feita para passeios e esportes náuticos e que serviram ao Corpo Marítimo de Salvamento, tornando-se, juntamente com os postos de salva- vidas que até hoje dão nome a regiões de Copacabana, um símbolo das praias cariocas.

Outras eram as Dourado, uma lancha cabinada de até 26 pés e que foram fabricadas com ou sem Fly-bridge.  Mais tarde vieram as Barracuda, de até 28 pés, que foram fabricadas até 1973.

Existiram outros modelos, de até 47 pés, mas cujos nomes se perderam.

A motorização era basicamente a gasolina, com motores Volvo de 4 a 6 cilindros.  Os diesel utilizados eram igualmente Volvo, os AQD32 até 28 pés  e os TMD nos modelos maiores e mais modernos. A impulsão era feita com pés de galinha ou rabetas.

Porém, os anos 70 marcaram o fim do uso da madeira. O engenheiro argentino Lopes Setti passou a supervisionar a construção em fibra de vidro e o estaleiro começou a produção de lanchas com esse material e com o mesmo plano de linhas das anteriores. É por isso que temos Xaréus e Dourados também em fibra de vidro. O desenho da Barracuda deu origem às famosas Carbrasmar 32, objetos de desejo e valorizadas até hoje.

Então, na medida em que eram substituídas pelos barcos de fibra, foram sendo lentamente abandonadas nos pátios dos clubes, com seus restos sendo vendidos para padarias ou simplesmente levados para os aterros sanitários. Algumas foram abandonadas para morrer em praias da Baia da Guanabara, outras simplesmente queimadas. Desprezadas em nome da modernidade e da praticidade dos novos brinquedos.

E a época das lanchas de madeira chegou ao fim.

 

Texto extraído do site: http://www.woodenboatlovers.com.br/

Alça com costura de mão – uma dica de marinharia

Uma boa dica são os exemplos de marinharia. Cabos bem trabalhados, sem pontas “escabeladas”, bem organizados é sinal de comandante cuidadoso e caprichoso, além de se ter um nível melhor de segurança a bordo.

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Alça de Mão – Reprodução de marinharia de Esio Seize – Doce Veneno I – ICRJ

Os cabos de atracação, por exemplo, deveriam sempre ser cabos próprios para a função e não cabos velhos, escotas estragadas ou adriças rompidas. Estes podem até servir para prender coisas soltas no convés ou na cabine, como galões extras, bote, etc. Os cabos destinados à atracação/amarração são cabos com uma flexibilidade maior do que os pré estirados usados para adriças e escotas, preservando um pouco mais a integridade do cunho e do convés.

Uma marinharia interessante nestes cabos é a alça com costura de mão. É uma alça em uma das mãos do cabo de amarração/atracação. Numa atracação, pode ser rapidamente colocado no cunho, por exemplo, para agilizar a manobra.

O arquivo para download foi extraído do site veleiro.net. mostra a confecção desta marinharia, que pode até ter uma mangueira de proteção envolvendo a alça, ou mesmo uma sapatilha de tamanho apropriado.

Divirta-se.

Baixe aqui.

Algumas fotos Volvo Race 2014/15

Brunel

Brunel

teamalvimedica

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Vesta montagem de quilhaVesta teste estrutural